Histórico


A Casa de  Saúde  Campinas é uma instituição hospitalar cuja história se desenvolve através de 3  séculos. Seu início se deu em 1885, com a fundação do “Circolo Italiani Uniti”, uma associação de imigrantes italianos radicados na região de Campinas. Inicialmente, as funções da entidade eram focadas na divulgação e preservação da cultura italiana, bem como na assistência social a imigrantes pobres e atos de filantropia. Em 1889 ocorre uma grande epidemia de febre amarela na cidade. Milhares morrem. A  falta de leitos hospitalares e de médicos só faz  agravar a alta mortalidade da doença. A  diretoria do “Circolo”, então, improvisa nas dependências da sua sede social duas enfermarias – masculina e feminina -para o atendimento a italianos e seus descendentes que tenham sido acometidos pela enfermidade. Altera-se, a partir desta época, a vocação do “Circolo”: de entidade sócio-cultural e assistencial para também hospitalar. No início do século XX  a sede social é definitivamente convertida em unidade hospitalar. Com o decorrer das décadas, reformas, ampliações e adaptações são feitas no prédio. O próprio nome “Circolo Italiani Uniti” é alterado para o mais brasileiro “Casa de Saúde Campinas”. Entre os anos 80 e 90 do século XX , o antigo edifício-sede, originalmente projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e erguido no século XIX , é tombado pelo patrimônio histórico e cultural de Campinas. Em 1977 inicia-se, por iniciativa do dr. Guilherme F. F. Reis, ex -presidente da SBA  e SAESP, o programa de residência médica do hospital, que se fez  ativo, de forma ininterrupta, até os dias de hoje. Mais de 90 médicos já concluíram o programa de residência do CET Casa de Saúde Campinas. Atuam como médicos anestesiologistas na maioria dos estados brasileiros. Atualmente, as atividades de treinamento dos médicos em especialização do CET  são desenvolvidas em dois hospitais: a própria Casa de Saúde e a Santa Casa de Misericórdia de Valinhos (esta, localizada no município vizinho – Valinhos). A  variada demanda de atendimento hospitalar prestado por estes dois hospitais, confere ao programa de residência a possibilidade de se formar especialistas com visão bastante ampla do exercício da anestesiologia.

Ambos os hospitais são dotados de unidades de terapia intensiva e serviços médicos de urgência (Pronto-Socorros), com um total de mais de 200 leitos disponíveis, sendo 30 em UTIs. Além da atuação em Centro Cirúrgico , os médicos em especialização atuam também no serviço de Dor de ambas as instituições. São realizadas por volta de 11 mil anestesias anuais, em quase todas as especialidades cirúrgicas: pediátricas, vasculares, torácicas, gastroenterológicas (inclusive bariátricas), proctológicas, otorrino-oftalmológicas, plásticas, ortopédicas, neurocirúrgicas, urológicas, cabeça-e-pescoço, obstetrícia, ginecologia. Fora do ambiente dos centros cirúrgicos e obstétricos, realizam-se atos anestésicos em 2 unidades de diagnose dos hospitais (tomografia computadorizada e endoscopia digestiva) e em uma unidade de litotripsia extracorpórea. Com o intuito de garantir a formação ampla, os residentes de terceiro-ano realizam estágios em Cirurgia Cardíaca em outros CETs. Do ponto de vista teórico, os médicos em especialização do CET  participam de atividades variadas: – aulas e seminários realizados no próprio CET  - reuniões científicas e de discussão de casos do CET  - curso teórico, realizado nas dependências da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas, que envolve todos os CETs de Campinas. Os residentes têm acesso à Internet, tanto para uso pessoal como para consulta a referências bibliográficas, ensino à distância e acervo de livros e periódicos “on-line”. Este acesso se dá em ambos os hospitais, em equipamentos situados em locais de estudo (como bibliotecas e salas específicas), como até mesmo dentro dos Centro Cirúrgicos. O CET  conta com um total de 10 médicos anestesiologistas orientadores do programa de especialização.



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